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11 min de leitura13 de fevereiro de 2026

Diferença entre RPA e Nota Fiscal Eletrônica: quando usar cada um na contratação de freelancers

Comparativo completo entre RPA (Recibo de Pagamento Autônomo) e Nota Fiscal Eletrônica. Saiba quando usar cada documento, quem emite, quais impostos incidem e como formalizar corretamente.

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Equipe de Conteúdo

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Diferença entre RPA e Nota Fiscal Eletrônica: quando usar cada um na contratação de freelancers

Ao contratar um freelancer ou prestador de serviço, a empresa precisa formalizar o pagamento com o documento fiscal correto. Os dois documentos mais comuns são o RPA (Recibo de Pagamento Autônomo) e a NFS-e (Nota Fiscal de Serviço Eletrônica). A escolha entre eles depende do tipo de prestador: pessoa física (autônomo sem CNPJ) ou pessoa jurídica (PJ com CNPJ).

O que é RPA (Recibo de Pagamento Autônomo)?

O RPA é um documento emitido pela empresa contratante para formalizar o pagamento a um profissional autônomo que não possui CNPJ. É a empresa que emite o RPA, não o prestador. O documento registra o valor bruto, as retenções obrigatórias (INSS, IR e ISS quando aplicável) e o valor líquido pago.

O que é NFS-e (Nota Fiscal de Serviço Eletrônica)?

A NFS-e é emitida pelo prestador de serviço PJ (quem possui CNPJ) através do sistema da prefeitura do seu município. Ela documenta a prestação de serviço, os tributos incidentes e é o documento fiscal oficial para prestações de serviço entre pessoas jurídicas.

Comparativo: RPA vs Nota Fiscal Eletrônica

CritérioRPANFS-e (Nota Fiscal Eletrônica)
Quem emiteEmpresa contratantePrestador PJ
Para quem é usadoAutônomo pessoa física (sem CNPJ)Prestador pessoa jurídica (com CNPJ)
INSS patronal20% sobre o valor bruto (pago pela empresa)Não há INSS patronal
INSS do prestador11% retido na fonte (limitado ao teto)Recolhido pelo próprio PJ via DAS ou DARF
IRRFTabela progressiva (0% a 27,5%)1% a 1,5% retido na fonte (quando aplicável)
ISS2% a 5% (retido pela empresa)2% a 5% (incluso na NF ou retido)
Custo total para a empresaMaior (INSS patronal de 20%)Menor (sem encargos patronais)
Complexidade operacionalAlta (empresa calcula tudo)Baixa (prestador emite a NF)
Risco de vínculo empregatícioMais alto (pessoa física)Mais baixo (relação entre PJs)
Comparativo completo entre RPA e NFS-e

Quando usar RPA?

  • Contratação pontual de profissional autônomo sem CNPJ
  • Serviços eventuais e de curta duração (palestras, consultorias pontuais)
  • Quando o prestador não tem ou não quer abrir CNPJ
  • Profissionais liberais que prestam serviço como pessoa física

Quando usar NFS-e?

  • Prestador possui CNPJ (MEI, ME, EPP, etc.)
  • Contratos recorrentes e de longa duração
  • Serviços contínuos (desenvolvimento, design, marketing, etc.)
  • Quando a empresa quer reduzir custos (sem INSS patronal de 20%)
  • Quando o objetivo é evitar risco de vínculo empregatício

O RPA custa até 40% mais caro que a NFS-e para a empresa. Isso acontece porque o INSS patronal de 20% sobre o valor bruto é pago integralmente pela contratante, além das demais retenções. Com PJ (NFS-e), não há INSS patronal.

Exemplo prático: custo de pagar R$ 5.000

ItemVia RPA (autônomo)Via NFS-e (PJ)
Valor bruto do serviçoR$ 5.000,00R$ 5.000,00
INSS patronal (empresa)R$ 1.000,00 (20%)R$ 0,00
INSS retido (prestador)R$ 550,00 (11%)R$ 0,00 (PJ recolhe)
IRRF estimado~R$ 505,64~R$ 75,00 (1,5%)
ISS (2%)R$ 100,00R$ 100,00 (na NF)
Custo total para empresaR$ 6.000,00R$ 5.000,00
Prestador recebe líquido~R$ 3.844,36~R$ 4.825,00
Simulação de custos para pagamento de R$ 5.000 em serviços

Conclusão

Para contratações recorrentes, a NFS-e (via PJ) é mais vantajosa financeiramente e operacionalmente. O RPA deve ser reservado para situações pontuais com profissionais que não possuem CNPJ. Em ambos os casos, é fundamental manter a documentação organizada e as retenções corretas para evitar problemas fiscais.

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Perguntas frequentes

RPA precisa de nota fiscal?

Não. O RPA substitui a nota fiscal quando o prestador é pessoa física (autônomo sem CNPJ). A empresa contratante emite o RPA como documento comprobatório do pagamento. Se o prestador tem CNPJ, ele deve emitir NFS-e, e não há necessidade de RPA.

Autônomo com CNPJ emite RPA ou nota fiscal?

Se o autônomo possui CNPJ (é PJ), ele emite Nota Fiscal de Serviço (NFS-e). O RPA é usado exclusivamente quando o prestador é pessoa física, sem CNPJ.

Empresa pode emitir mais de um RPA por mês para o mesmo autônomo?

Pode, mas cuidado: múltiplos RPAs para o mesmo profissional podem indicar habitualidade, o que facilita a caracterização de vínculo empregatício. Se há contratação recorrente, é recomendável que o profissional abra um CNPJ e emita NFS-e.

Qual é mais seguro juridicamente: RPA ou NFS-e?

A NFS-e (relação PJ-PJ) é mais segura juridicamente porque afasta elementos do vínculo empregatício (pessoalidade, subordinação). O RPA, por envolver pessoa física, tem maior risco de questionamento trabalhista.

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